St. Patrick’s Day em Dublin – Parte 2

Este texto é a segunda e última parte de uma história que começou aqui.
Se você não lembra do começo, vai lá ler. Se você não lembra do começo e nem do fim, então você deve estar tão bem quanto eu no dia seguinte.

O feriado de St. Patrick’s é uma festa religiosa (tal como o Carnaval). St Patrick’s foi o maluco que começou a evangelizar os irlandeses. E ele usava o trevo de três folhas para explicar a doutrina da santíssima trindade – um método que me parece bem embriagado de se catequisar alguém.

Guinness Storehouse

O paraíso é ali...

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St. Patrick’s Day em Dublin – Parte 1

Dublin

Dublin

Eu comprei minha ida a Dublin pro St. Patrick’s completamente por impulso – custou 55€. Uma semana depois eu fui reservar hostel e aí vi que todos os hostels já estavam reservados. Legal, hein.

Foi a Rê (oi, Rê!) e a Thati (oi, Thati!) que me lembraram do Igor, que fora barman do The Clock e que estava morando por lá. Eu, como um bom cara-de-pau sem um teto para dormir, entrei em contato com ele pra me abrigar, o que ele me forneceu com muito amor e carinho. (ui)

E numa terça à noite peguei um ônibus até Faro (que é de onde saía o avião) e depois caminhei por mais 6km até o aeroporto, passando por caminhos desertos, trilhos de trem tenebrosos e casas mal-assombradas por cachorros que se irritavam com uma presença humana próxima. Também choveu um pouco no meio do caminho, mas minha situação estava tão ruim que eu nem percebi. Cheguei no aeroporto deserto à 1h da manhã, procurei a cadeira de ferro mais confortável e dormi. Dormir em aeroportos na Europa é, aliás, uma prática muito comum e até mesmo incentivada. Economiza-se dinheiro que pode ser pago em sessões de RPG para correção de sua coluna vertebral posteriormente.

Chegando na Irlanda…

O Igor trabalha como cheff de um restaurante lá. Quando eu cheguei, na quarta-feira de manhã, um dia antes do St. Patrick’s Day, ele ainda não estava, então eu fui fazer um City Tour (em diversas cidades da Europa há empresas que fornecem city tours gratuitos) e depois voltei ao restaurante. E, lá de volta, o agradável recepcionista me disse que o Igor não estaria trabalhando naquele dia. Legal. Continuar lendo

Ciudad de Mexico: A Zona Leste do mundo

No meu regresso da Califórnia em novembro, peguei um vôo que fazia escala na Ciudad de Mexico. Aproveitando-me das maravilhas oferecidas pela não necessidade de visto devido ao fato de portar um passaporte de origem européia, resolvi conhecer as nobres terras mexicanas.

Merda!

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Nobre flâmula mexicana

Já ouvi relatos bem desagradáveis sobre a capital mexicana. É bem pior do que parece, entretanto. Pra começar, logo que cheguei comecei a me sentir muito mal por não ter um bigode. Se até as mulheres têm, é porque eles devem considerar algo realmente importante. Depois dessa viagem, tenho até a impressão de que os mexicanos só deixam o bigode crescer para ficarem mais parecidos com a mãe.

Conhecendo assim o povo mexicano, finalmente entendi porquê a tequila é tão forte. É uma questão de procriação da espécie. Só mesmo com muita tequila os mexicanos conseguem manter alguma relação entre eles.
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A fina arte do Carnaval em Salvador

O Carnaval em Salvador é a maior festa popular do mundo, recebendo milhões de pessoas. Fui até lá este ano só para pode falar mal melhor, com mais autoridade.

Onde está Wally?

Onde está Wally?

Alguns fatos prévios: A Bahia é quente, muito quente. Parece que há um Sol para cada cantor de axé. Eu ainda não fui para o inferno, mas pelos relatos que eu ouvi, lá deve ser um pouco mais fresco que a Bahia. É o lugar onde os dragões bebem água – mas isso também deve ser por causa daquela pimenta absurda. E também é bom destacar a falta de veracidade daquele mito que o baiano é um povo folgado. Na verdade é que eles ficam o ano todo poupando energia para o Carnaval – e, acredite, eles precisam. A festa parece interminável…

Por “festa” considere “seguir um caminhão tocando música ruim num volume colossal enquanto se espreme feito um paulistano num ônibus matutino”. A música é um detalhe peculiar, e não é só pelo fato de que você ouve os piores sucessos do ano antes de todo mundo. Estou certo que se estivesse tocando valsa ou se alguém ligasse um liquidificador, todo mundo pularia do mesmo jeito… Mas não! Eles cantam uma única frase repetidamente em um ritmo mais grudento do que paçoca com água e que certamente ficará ocupando um pedaço precioso dos seus pensamentos por alguns meses.

Chiclete com banana, por exemplo… Possuem as letras de músicas mais arrogantemente narcisistas que eu já vi. Todas as músicas falam das maravilhas de ser chicleteiro, de como eu sou chicleteiro e ela também, das propriedades colantes de um chiclete quando entra em contato com as cavidades auditivas, de como se você fizer investimentos em chicletes e não fizer investimentos em banana você não vai obter lucros (muito pelo contrário)…

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New Zealand Wild Life

Vou tentar ser bem mais conciso do que meu péssimo desempenho no enfadonho texto falando da vida selvagem australiana

Assim como a Austrália é a terra dos cangurus, a Nova Zelândia é a terra dos kiwis. Até mesmo os próprios neo-zeolandeses são conhecidos como “kiwis” pelos seus colegas australianos. E isso não deve ser por causa daquela piada deles serem peludos por fora e fruta por dentro. O fato é que a Nova Zelândia é o único lugar do mundo onde é possível achar kiwis. Pelo menos o pássaro. E o povo.

Kiwi!

Kiwis são pássaros gigantescos feitos de pedra


Eu tive a oportunidade de ver kiwis somente na visita ao parque de Te Whakarewarewatangaoteopetauaawahiao – é esse o nome -, em Rotorua, na Ilha Norte. São maiores do que eu imaginava, do tamanho de uma galinha mais ou menos. Porém, ao contrário das galinhas que conhecemos, são muito ariscos e gostam de lugares escuros.

Mas foi na ilha sul que eu conheci realmente a Nova Zelândia e sua vida selvagem…
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Mochilando pelo mundo…

Foram 2 meses bem bacanas…

Passei por 5 países em 5 semanas…

Mapster - Outubro de 2009

Mapster - Outubro de 2009

Basta comparar meu mapster – com os locais do mundo que eu conheço – em 01 de outubro e em 01 de dezembro – e você percebe que eu consideravelmente meu conhecimento do mundo…

Mapster - Dezembro de 2009

Mapster - Dezembro de 2009

Desde as maravilhas naturais de Te Anau, na Nova Zelândia até a arquitetura moderna de Sydney. Das mulheres mais lindas que eu já vi, em Gold Coast até o povo mais feio que eu já vi, na Ciudad de Mexico. Da pacata Christchurch com seus bondinhos à agitada Melbourne, com seus bondinhos. Das focas da Tasmânia às focas de San Francisco…

Centenas de fotos gastos e alguns poucos milhares de reais gastos… Mas definitivamente valeu a pena.

As fotos http://picasaweb.google.com/paulovelho e algumas histórias por aqui em breve…

Austrália – terra australis incognita

Ah! Austrália! Mal posso esperar para ir conhecer esta maravilhosa terra e seu povo acolhedor!

Dê o fora da Oceania! Isto não é War!

Dê o fora da Oceania! Isto não é War!

Este texto é o primeiro de uma série sobre a Austrália e a Nova Zelândia, todos detalhando sobre minha viagem. Na Austrália ficarei por pouco tempo: apenas uma semana e meia, onde eu passarei por 6 cidades: a gigantesca Melbourne, a badalada Gold Coast, a chapada Nimbin, a tranqüila Byron Bay, a não-sei-o-que-esperar Brisbane e a famosa Sydney.

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