De Sopa, Estupro e Concordia

Diversos portais americanos estão engajados em uma campanha contra uma lei americana de anti-pirataria na internet, a SOPA. Entre os apoiadores da SOPA, estão a Knorr, a Maggi e mamãe. Contra a SOPA, também estão Mafalda e as lanchonetes fast food.

A Wikipedia hoje está offline, em protesto. Já não faz diferença pra mim, agora que eu estou formado e não preciso mais copiar trabalhos. Só mantenham o redtube no ar.

A internet é algo fascinante. Consegue tirar o Daniel da casa, trazer a Luiza de volta do Canadá mas só não consegue tirar o Sarney do Senado.

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E recomeça o Big Brother… Eu percebi que o BBB recomeçou pela quantidade de mensagens que foram postadas no meu facebook de pessoas pedindo para não falar de BBB. Bom, eu também faço parte daquela parcela de população que não está nem aí para o Big Brother, um programa que não passa de uma perda de tempo e um abu…COMO ASSIM, ESTUPRARAM A MENINA?

Depois de anos assistindo a filmes como Bela Adormecida e Branca de Neve, finalmente as pessoas começam a adquirir a consciência que não é legal abusar das menininhas enquanto elas estão dormindo. Se o problema foi se aproveitar da bebedeira da garota, então pode me mandar pra cadeia também.

Branca de Neve

Só porque o cara é príncipe, ele pode?

Até a polícia, que parece que não tinha nada pra fazer, resolveu ir até a casa pra tomar providências. O máximo que poderiam fazer era tirar o cara de um lugar onde ele estava sendo vigiado 24 horas por dia e colocar ele em um lugar onde ele seria vigiado 24 horas por dia. Daniel ia ser a primeira pessoa que poderia afirmar com certeza qual é a casa mais vigiada do Brasil: A do Big Brother ou a de Bangu II. Entre deixar o cara no Big Brother ou na cadeia, deixa no BBB, que ao menos não é dinheiro público que tá sustentando o infeliz. Continuar lendo

No show do Richard Cheese…

Há uma semana atrás, no dia 06 de julho, estive em Londres, para o show do Richard Cheese.

Foi absurdamente sensacional. Parecia um show de humor, o público não parava de rir. Ele e a banda têm uma presença fabulosa, extremamente simpáticos; até foram falar com os fãs depois de terminada a apresentação. Tive aí a oportunidade de entregar-lhe um pequeno mimo que havia desenhado em meus momentos ociosos de viagem:

Richard Cheese

Richard Cheese by Paulo Velho

Também conversei com Bobby (o divertidíssimo pianista) e Frank (o bateirista). A banda também faz uma ótima representação no show, garantindo algumas risadas e não sendo intrusiva na atuação do Sr. Queijo, que é realmente o grande personagem.

Ele já entrou no palco com uma taça na mão mandando “Too drunk to fuck“. A playlist continuou com “Closer” e “Another Brick in the wall“.

Dick desceu até a platéia, começou a conversar com o público e fazer piadinhas extremamente rápidas. Usou dessas piadinhas para mandar “Rock and Roll all night” e depois “Anarchy in the UK“; Fez o mais divertido e improvisado moonwalk que eu já vi quando cantou “Billy Jean“; Mandou um sensacional “Just Dance” da Lady Gaga em ritmo de “Sunday Bloody Sunday“; e, quando foi cantar U2, brincou dizendo que era um prazer cantar uma música daquela banda inglesa – gerando protestos bem-humorados da platéia.

Escolheu duas garotas aleatórias: “Vou fingir que vocês são lésbicas e dedicar essa música para vocês, tudo bem?” e cantou um divertidíssimo “Don’t cha” imitando diversas personalidades.

Show do Richard Cheese

Assistindo da bancada...

Ele parece se divertir tanto quanto o público. Deu muito trabalho aos seguranças – sempre que ia até a platéia dois seguranças o seguiam e ele só fazia piada com a situação. Eu estava no balcão, como pobre portador do ingresso mais barato. Mas, como haviam lugares VIPs vazios na minha frente, o sangue brasileiro falou mais alto e pulei para esses lugares para ter uma vista melhor de quando ele ia brincar com a platéia. Em determinado momento ele disse que ia dedicar a música a quem estava no balcão. Depois, mudou de idéia: “Não… O pessoal da platéia pagou mais caro, então é justo que eu cante essa música para eles. Pensando bem, só pra eles” – e cantou baixinho um “Like a Virgin“, incluindo com a banda tocando os instrumentos em volume reduzido. Era engraçadíssimo ver ele atuar e dançar quase não ouvindo nada.

A playlist ainda contou com Black Eyed Peas, Amy Winehouse, Prodigy, Slipknot com “People = Shit“, Beatles com “Helter Skelter“, “Down with the Sickness“, “Gin and Juice” e um emocionadíssimo “Friday“, da Rebecca Black. Sobrou até para a música de abertura de Bob Esponja.

Como não podia deixar de ser, terminou com “Creep“, para fechar de forma magistral uma apresentação épica.

Richard Cheese parece mais magro ouvindo o CD...

…e sobre Londres: É uma cidade sensacionalmente maluca. Até eu pareço normal por lá. Mas não vou me estender em pormenores londrinos porque minha relação com aquele lugar ainda vai render… É certeza!

Tim Minchin e o verdadeiro rock nerd

Este não é um blog de música. Eu nem entendo de música tanto assim.

Mas há um tempo atrás eu falei aqui de Richard Cheese. Em minha opinião, ele é um indubitável gênio da música atual. Mas talvez ainda não seja nerd o bastante.

Tim Minchin

"Science adjusts it’s beliefs based on what’s observed Faith is the denial of observation so that Belief can be preserved." ~ Storm

E é aí que surge Tim Minchin. Eu poderia escrever um pouco sobre este músico-comediante australiano, mas é melhor você conhecê-lo nas músicas dele mesmo:

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Paul McCartney

Como todos sabem, o Paul McCartney está no Brasil…

A repercussão disso é gigantesca. É incrível como um show de 1/4 de Beatles consegue ter mais repercussão do que uma vida inteira de shows da maioria das bandas atualmente.

Pra aquecer pro show do vovô Paul, segue um desenhinho que eu fiz só de brincadeira hoje:

(clique para ampliar)

Paul McCartney caricatura

"Soro is all we need"

Se eu colocasse um gorrinho e um terninho de marinheiro, teria desenhado o Quico, do Chaves.

A música de Richard Cheese

Houve uma época em que eu simplesmente abominava qualquer mudança de ritmo, versão ou até letra de uma mesma música. Parecia algo exemplarmente imbecil pegar uma música qualquer e alterá-la de alguma forma. Não me culpe. Parte de minha motivação pelo repúdio a essa prática vêm de feitos como o “Bate bate bate na porta do céu” de Zé Ramalho (que, por acaso, tem um CD inteiro só estragando as versões de Bob Dylan) ou essa pérola do grupo Brucelose, digna de nossos aparelhos digestivos, que conseguem transformar um delicioso e caríssimo almoço em merda pura.

Mas até pouco tempo eu não imaginava que essas transformações pudessem ser feitas de forma totalmente benigna e até proveitosa. Devido à influência do Rockabilly, comecei a acompanhar algumas transformações de músicas medianas ou péssimas em animados rocks dançantes, provenientes de bandas como “The Baseballs” ou “Dick Brave & the Backbeats“. Continuar lendo