…da freqüência de publicação e cinco blogs recomendados

TL;DR:
Escrever dá trabalho pra caralho e eu não ganho dinheiro nenhum aqui, então é por isso que as publicações estão ficando tão escassas. Porém acredito que eu tenho trabalhado melhor na qualidade dos textos, a despeito de sua inconstância. Mas para quem quiser seguir este blog e o nRT, agora dá pra assinar nossa newsletter.

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Por uma boa época, eu acreditava que o segredo do sucesso na internet era a constância na publicação de uma mídia. Blogs e sites que tinham conteúdo novo surgindo duas vezes por semana ou mais, pontualmente em determinados horários deveriam se sobressair àqueles inconstantes e que passavam meses sem atualização. Não valeria a pena voltar a um blog com freqüência se ele raramente apresentava conteúdo novo. Continuar lendo

Os piores Tumblrs da internet

Pra que servem os tumblrs? Eis o mistério da internet.

Um tumblr é mais simples que um blog, mas mais complexo que um twitter. Menos social que o facebook, mas mais popular que o Google+. Ele surgiu para ocupar uma lacuna que não existia e prover um serviço que ninguém precisava. Como a maioria dos outros sucessos da internet. Um tumblr seria uma alternativa de conteúdo um pouco mais direcionado e específico. Por exemplo:

Quão específico eles podem ser? Que tal um tumblr composto somente de crianças comendo melancia:

http://criancascomendomelancia.tumblr.com/

Crianças comendo melancia

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Tipinhos de facebook

Vivemos há um bom tempo com redes sociais. Passamos já por um amadurecimento de anos no orkut para depois uma migração à globalidade do facebook – apesar de eu me divertir muito mais brincando sozinho na Paulo Velho+. Hoje o orkut está tão abandonado que outro dia roubaram o relógio da minha foto de perfil.

Eu já discorri sobre as redes sociais antes, mas depois de um exaustivo novo estudo de campo, apontei os principais perfis típicos que podem ser encontrados hoje em dia. O estudo foi baseado no facebook, mas as massas são previsíveis e o mesmo comportamento pode se repetir em outras redes.

(Lembrando que é possível estar em mais de um grupo ao mesmo tempo. É comum encontrarmos filósofos-nutricionistas ou kibelocos-popular-abstratos.)

How can you talk if you haven't got a brain

“Some people without brains do an awful lot of talking”

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Dos primórdios da internet

Duas pessoas totalmente aleatórias caminham por uma rua fictícia com alguma discussão randômica. “Qual a capital da Samoa Americana?”, por exemplo. Um insiste que é Pago-Pago enquanto outro tem a certeza absoluta que é Fagatogo. Em determinado momento, um dos discussionistas saca seu smartphone e, alguns segundos depois, lá está: A capital é Pago-Pago, com cerca de 12000 habitantes. Pronto, discórdia resolvida. É certo que o outro chato inconformado pode pegar também o seu smartphone e argumentar que Fagatogo é a capital porque é onde tem a sede do governo, mas isso só demonstra que eu escolhi um exemplo de bosta para ilustrar o que eu queria demonstrar: A onipresente tecnologia está nos destruindo aos poucos.

Em tempos de outrora, discussões como essa (ou mais simples) se estendiam por meses, até alguém finalmente ter a decência de consultar o Atlas-1992 em sua biblioteca particular – aquele que você ganhava se comprasse o jornal por 3 anos seguidos e juntasse os 4250 selos naquela cartela vagabunda que ficava na gaveta da sala, guardada como se fosse um item sagrado religioso.

Família unida...

Era tudo mais divertido.

Estamos criando uma próxima geração de acomodados. De indivíduos que não sabem procurar no jornal os filmes que estão passando no cinema. De crianças que atingem a adolescência sem ter aquela timidez envergonhada de quando um(a) amiguinho(a) do sexo(a) oposto(a) liga para casa e seu pai(a) atende o telefone. Uma geração de crianças de 7 anos que trocam celulares e são mayors do playground no foursquare. O escorregador fica vazio, mas você pode vê-los ali sentados na caixa de areia, cada qual em uma fase diferente de Angry Birds.

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Livro Pirata

Há um tempo atrás, um amigo enviou um link sobre uma iniciativa bem interessante da artista Bia Bittencourt: piratear um livro. Não do jeito que os chineses pirateiam o iPhone ou que eu pirateava meus joguinhos de Playstation… Era um projeto intitulado Livro Pirata.

A idéia era pegar o entediante livro “A História da Arte“, de Ernst Gombrich e refazê-lo, de forma que cada contribuinte passasse a sua idéia em uma nova arte baseado nas obras do livro. Cada um dos ‘artistas’ selecionados ia receber uma única página do livro para fazer o seu trabalho inspirado nela e enviar de volta à Bia, que ia juntar tudo num novo livro, uma versão pirateada da original.

Tive o imenso prazer de ser um dos selecionados para enviar minha contribuição para o livro. A obra que eu recebi para refazer à minha maneira (ou à maneira babaca) foi esta:

Combate de São Miguel com o Dragão

Combate de São Miguel com o Dragão

A obra é a “Combate de São Miguel com o Dragão”, datada de 1498, do artista alemão Albrecht Dürer. Dürer deve ter se remexido por algumas vezes no seu túmulo e, se não estivesse morto, morreria de desgosto ao ver minha contribuição ao livro. A obra “Combate de Memes com a internet”:

Combate de memes com a internet

Combate de memes com a internet

Eu sou um babaca. Pode até ter ficado bom, mas a coitada da Bia provavelmente vai querer selecionar melhor os artistas para projetos futuros.

 

Referências:

Albrecht Dürer – [http://en.wikipedia.org/wiki/Albrecht_Durer]; St. Michael fighting the dragon [http://en.wikipedia.org/wiki/St._Michael_Fighting_the_Dragon-Albrecht_Durer]

A rede anti-social

Ainda acho que, em favor da socialização, as pessoas deviam entrar mais em bares e menos em redes sociais. Como diz o Tio Dino, são tempos de muita rede social para pouco amigo.

Rede sem lei

O orkut é o equivalente às pochetes das redes sociais. Outrora pop, a rede já foi reportagem de William Bonner com suas Katilces e acusações de “não sei brincar, o orkut tá falando mal de mim.”. Hoje em dia, a comunidade é mais cafona do que casar na praia. Eu adoraria usar uma expressão-clichê do tipo que “o site só se mantém vivo com a ajuda de aparelhos”, mas todo site da internet só funciona com a ajuda de aparelhos.

A comunidade ainda é útil para verificar o que fazem seus amigos de mais baixa renda. Em minha humilde opinião, o grande problema do orkut é que ele se preocupou demais em imitar o facebook e esqueceu de ser quem ele realmente é. Não aprendeu nada com a moral de 9 em cada 10 contos de fada da Disney. Oras, se é pra ter uma rede que imita o facebook, então eu também vou para o facebook, que, convenhamos, imita muito melhor a si mesmo.

Atualmente, o orkut funciona como um cemitério de memórias. Pense em algum casal de amigos que tenham terminado o relacionamento nos últimos 6 meses. O orkut ainda guarda fotos dos pombinhos juntos e depoimentos apaixonados de um para o outro. Varrer os scraps e fotos de seus amigos no orkut é tipo varrer as fotos daquelas escolas abandonadas em Chernobyl, de pessoas abandonando depoimentos às pressas e largando tópicos incompletos em comunidades.

E se você acha que o orkut anda deserto, é porque faz tempo que não entra no mySpace.

Já o twitter transformou-se rapidamente no maior site de humor do mundo. Os usuários do twitter se dividem em três categorias: Tem as celebridades, os pseudo-humoristas e os bots. Se você não é famoso e não segue automaticamente o Mano Menezes, você tenta fazer piadinha na rede. Ultimamente, entretanto, grande parte das celebridades está começando a investir no pseudo-humorismo; e estou certo que com o avanço da Inteligência Artificial, em poucos meses teremos os primeiros bots mandando trocadilhos no twitter.

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